Noite na Música, por Maurício Cardim
Editoria “Noite na Música” escrita pelo fotojornalista Maurício Cardim, segue nessa edição com Emilinha Borba, na foto com Cardim -, padre Marcelo Rossi entre outros. A intençao da coluna é trazer à tona cançoes nacionais ou não que tenham a noite como fonte de inspiração.Versão gravada por Cascatinha e Inhana com excelente interpretação para esse clássico da música paraguaia. Muitos regravaram, porém o maior êxito fonográfico foi da dupla que fez muito sucesso dentro e fora do Brasil. Trecho> “Na noite alta e enluarada/a serenata passando vai…”
Resto de Amor” – Canção Rancheira gravada pelo Trio Parada Dura (formação original, Creone, Barrerito e Mangabinha) no LP de 1981.Trecho>”Passarei a noite toda sem dormir falarei com ela custe o que custar”.
“É Triste Minha Canção”. (Le Lac de Come).Gravação de uma das queridas cantoras do Rádio, Emilinha Borba que ficou conhecida com suas marchinhas de carnaval e que fizeram e faz sucesso até hoje. Emilinha gravou também dezenas de boleros encantadores e esse é um deles que foi relançado no Lp O Maravilhoso Mundo Musical de Emilinha Borba-Vol 2. Trecho: “A noite é triste/triste é minha canção/luar não há, é grande a minha solidão”.
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Nucleares, de Mariana Muniz – grátis
Nucleares, de Mariana Muniz, estreia em temporada gratuita no CCSP. Espetáculo baseado em estudo do artista Helio Oiticica, de 9 a 13 de Setembro, informa Assessoria de Imprensa Canal Aberto
Estreia dia 09 de setembro, às 21h, no Centro Cultural São Paulo, em temporada gratuita, o novo espetáculo concebido pela atriz e bailarina Mariana Muniz: NUCLEARES. O projeto é inspirado no trabalho Núcleos, do artista plástico tropicalista Hélio Oiticica. Na obra original, os núcleos consistem em estruturas de placas de madeira que pendem soltas, geralmente pintadas com cores quentes – laranja, amarelo, vermelho. Estas se prendem a um teto ripado, em posições marcadas e numeradas, como uma planta. Trata-se de uma construção arquitetônica, de diversos níveis. Labirínticos, os núcleos, são cavidades ambíguas, cabines que permitem a visão da obra no espaço e no tempo.
O samba também foi inserido na trilha e, ainda de acordo com HO, é um ritmo que, diferente do rock, que dispensa apresentações, necessita de certa iniciação para ser corretamente compreendido e praticado, devido a sua influência religiosa. O espetáculo pode ser lido, ainda, como um retrato do homem moderno, vivendo em constante movimento, sofrendo com suas limitações e tratando com descaso os demais, enquanto, paradoxalmente, precisa confiar no outro, o que gera um estado de co-dependência contínua. De acordo com Tânia Marcondes, figurinista do projeto, os textos falados, que revivem a fala de Hélio Oiticica, são reverberados pelos movimentos do grupo, não no sentido de redundá-los, mas atualizandos-os para o momento social que estamos vivendo, fazendo-nos refletir sobre a relação arte e sociedade. Continuação do projeto iniciado pela Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança, o trabalho é o passo seguinte ao espetáculo Parangolés (2007/08), que também trouxe para o universo da dança a relação entre palavra e movimento, porém, focalizando o samba como objeto de pesquisa. Acesse ficha técnica e perfil e outras notícias de Márcia Marques http://formasemeios.blogs.sapo.pt/753967.html
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – CCSP
Rua Vergueiro, 1.000 – Estação Vergueiro do Metrô
Informações: 11 3397.4004
Temporada: de 09 a 13 de setembro de 2009
Duração: 1 hora / Classificação: 12 anos
Quarta a sábado às 21h, domingo às 20h
Sala Jardel Filho / Lotação: 324 Lugares
Entrada Franca - Distribuição de ingressos com duas horas de antecedência
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques – (11) 3798 9510 / 2914 0770 / 9126 0425
http://www.canalaberto.com.br/
MAX: novo módulo de exposição itinerante

Desde a sua criação, 2000, o museu montou a exposição Itinerante “Xingó: 9000 anos de ocupação humana”, que percorre vários estados brasileiros, em diversos segmentos da sociedade, para levar o conhecimento sobre a Pré-História do Baixo São Francisco. Esse é o resultado de pesquisas arqueológicas desenvolvidas pelo Museu de Arqueologia de Xingó. Com um material expositivo mais compatível com a revitalização da exposição, no espaço museológico em Canindé do São Francisco, o MAX apresenta o mais novo módulo de exposição itinerante, com nova expografia e recursos tecnológicos mais modernos. A Exposição Itinerante tem apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio do Departamento de Museus.
Acervo
O acervo é formado de utensílios, esqueletos, réplicas de inscrições rupestres contam histórias milenares, do outro lado se vê a “monumental” construção da moderna Usina Hidroelétrica de Xingo, onde se percebe uma relação da usina com o museu não por acaso. Foi a partir da construção em 1988, que a Universidade Federal de Sergipe começou a desenvolver um grande projeto de salvamento arqueológico nas áreas que seriam inundadas pelo reservatório da usina. Após diversas pesquisas, coletas e levantamentos, o MAX foi então inaugurado em abril de 2000, e conta com um acervo arqueológico com mais de 55 mil peças, entre elas 240 esqueletos humanos. Parte deste material está exposto no museu e, com o auxílio de painéis, maquetes e réplicas vai sendo contada um pouco da história das migrações e o cotidiano daqueles que habitavam a área do baixo São Francisco há 9 mil anos. Apesar de serem poucas, assim mesmo as obras de artes dão uma beleza especial ao local com a escultura ‘Asa do Tempo’, um painel do sergipano Bené Santana, que fica logo na entrada do museu, e outros dois painéis do também artista plástico sergipano Elias Santos. Exposições de curta duração, laboratórios e atividades de pesquisa estão disponíveis no equipamento.
Grafismo /rupestres
O Museu vem mantendo uma significativa produção de publicações sobre as pesquisas e o acervo arqueológico referentes à Pré-História local. Em 1999, sob a coordenação da arqueóloga Cleonice Vergne, foram retomados os levantamentos de registros gráficos na região, a partir de uma prospecção mais detalhada no platô e em riachos, afluentes do rio São Francisco. Também realizou pesquisas nos povoados Lagoa das Pedras e Malhada Grande (BA), bem como na fazenda Mundo Novo (SE), onde há um expressivo afloramento granítico, formando matacões rochosos que tipificam, no solo árido da região, a paisagem sertaneja. Entre alguns desses matacões há registros rupestres, predominantes em pintura monocromática vermelha e com temática geométrica. Que razões levaram o paleoíndio entre outras, mas sendo a preocupação prioritária com o estudo do processo da cultura, isto é, como e por que se modificam as culturas humanas. O rico acervo de “Xingó: 9000, anos de ocupação humana”, encontra-se em cartaz no Museu de História Natural de Minas Gerais {av. Gustavo da Silveira,1035, Belo Horizonte}, até 23 de agosto e seguirá para Monte Alto, São Paulo.{ Reportagem de Agência FM publicada na Revista Contemporânea, edição impressa n* 19, junho de 2009 . Mais conteúdo em http://www.revistacontemporanea.com.br/ ou http://www.jornalnovastecnicas.com.br/ }{ Fotos: site do museu} 
MAX: Av. Marechal Rondon, s/n Jd. Rosa Elze
São Cristóvão – SE[79/2105-6448
max@usf.br – http://www.max.org.br/
Maurício Cardim:Noite na Música
Maurício Cardim continua editoria na F&M com grande visitação. Em “Noite na Música “Cardim dá dicas culturais sobre compositores, primeira gravação e regravação de músicas com citação “NOITE”. LeiaNinguém é de Ninguém”
Composição de José Rico /José Raimundo. Canção Rancheira gravada por Milionário e José Rico num LP de 1981 que ficou muito bem na voz da dupla que introduziu com sucesso o ritmo mexicano no país. Trecho”..quando o dia se vai outra noite logo vem/é certo aquele ditado que nesta vida ninguém é de ninguém/quando a noite se vai…”
“Tarde em Itapoan”
Vinicius de Moraes eToquinho. Interpretada pelos compositores com participação especial de Marilia Medalha gravada em LP, e posteriormente, em um outro LP só com sucessos no memorável disco “Gala 79″ pela Som Livre. Trecho > “Depois sentir o arrepio do vento qual a noite traz/ e o disque macio que brota dos coqueirais”.
“Nas Garras do Gavião”
Elias Muniz, compositor que se destacou em composições sertanejas e com bastante sucesso. Gravação de Lizete Rodrigues, cantora lançada por Sebastião Ferreira da Silva, outro grande compositor de músicas populares. A Lizete tem um talento e tanto, porém não foi além desse disco, infelizmente. Gravou um LP pela extinta RGE em 1993. Trecho>”…num jeito de homem bom noite adentro me levou/acordei pra realidade quando o dia clareou”.
“Droga Maldita”.
Composição de Vanusa e Márcio Antonucci (Os Vips).Gravação de Vanusa num LP de 1980. Não alcançou sucesso, é uma música de forte apelo com a preocupação referente as drogas. Trecho> “Eu falo pela boca de todas as mães que acordam de noite assustadas/sem saber o futuro dos filhos”.
“Vivo Te Esperando”
Carlos César, gravação de Wanderley Cardoso num Lp que parece um álbum fotográfico de bom gosto, disco esse intitulado “Juventude e Ternura” cujo sucesso do mesmo foi “Meu Amor Brigou Comigo”. Trecho> “Esperarei por toda vida / pra conquistar teu coração/vivo sonhando noite e dia/vivendo só nesta ilusão”.
“Apenas um Rapaz Latino Americano”
Composição e gravação de Belchior. Outro grande sucesso do talentoso artista cearense dos anos 1970. Essa música também foi lançada no LP da série “Gala 79″ junto a outros sucessos de Raul Seixas e Guilherme Arantes. Trecho> “Mate-me logo, à tarde às três/que a noite eu tenho compromisso e não posso faltar por causa de você”.
“Conto de Areia”
Composição de Romildo S.Bastos e Toninho. Um dos grandes sucessos da saudosa mineira Clara Nunes, que acho bastante esquecida. Clara Nunes gravou essa música no LP com outros grandes sucessos pela gravadora Odeon em 1974, uma produção bem cuidada. Trecho> “A noite enfestou as estrelas bordadas de prata/e as águas de Amaralina eram gotas de luar”.
“Cantar. Godofredo Guedes
Silvia Patrícia e participação especial de Caetano Veloso em uma melodia que foi tema da novela Pantanal 2 (1990). Não tem o crédito do Caetano na contra-capa do LP só no disco. Trecho> “Se numa noite eu vier… do luar cantando e aos compassos de uma canção acordar…”
“Foi Deus que Fez Você”
Luiz Ramalho. Uma das melhores músicas do Festival MPB-80. Amelinha cantou e encantou esse sucesso e foi uma das vitoriosas. Trecho> “Foi Deus que fez a noite e o violão plangente/foi Deus que fez a gente…”
“Amanheceu, Peguei a Viola”
Composição e interpretação de Renato Teixeira, grande compositor dos anos 1970. Gravação em LP solo e outro disco onde ele interpreta 6 canções e divide 6 faixas para outros intérpretes de sucessos seus. Um grande disco lançado em 1990 pela RCA. Trecho> “…chegou a noite me pegou cantando e no bailão…”
“Dose de Amor”. Fátima Leão.
A aéromoça que transformou-se em cantora, isso mesmo. Jayne gravou seu primeiro disco em 1989 pela gravadora Copacabana, disco esse produzido com composições dos maiores e mais importantes compositores da música sertaneja. Jayne não fez sucesso com esse disco, porém foi muito importante para sua entrada triunfal na “nova música sertaneja”, tornou-se a “Rainha do Rodeio”. Trecho> “Você que me dosa carinho na medida certa/me ama na noite/na manhã me desperta tocando meu corpo…” {Foto por Maurício Cardim}
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Brüno, comédia
Intérprete de Borat retorna na pele de homossexual nada engraçado ou se quer um pouco transgressor como Borat. Brüno, é mais um personagem também criado Sacha Cohen
Chega aos cinemas do Brasil na sexta-feira,14, Bruno, um homossexual austríaco, apresentador de um programa de televisão , obcecado por celebridades e fama especializado em moda. Sua demissão, por conta de alguns incidentes, serve de desculpa para Brüno sair em busca do mundo e conquistá-lo. Dos Estados Unidos ao Oriente Médio, com uma rápida estada na África. Por onde passa, Bruno, leva o humor algumas vezes hilário, mas o grosseiro é mais freqüente no personagem. A comédia até é precisa ao criticar o culto às celebridades instantâneas, algo que atingiu proporções assustadoras nos últimos.
“Brüno” , em alguns momentos o ator parece ter perdido completamente o limite da personagem. A personagem quer ser não um superstar, mas o maior superstar austríaco desde Adolf Hitler. Algumas cenas interessantes como na fashion week da Áustria, antes de ser demitido, a personagem entrevista uma modelo e pergunta sobre as dificuldades da profissão, entre as quais, colocar o pé direito na frente do esquerdo, e vice-versa. Ou seja, o simples ato de caminhar. A modelo inocente afirma seriamente que, realmente, é muito difícil. O diretor de Bruno, é Larry Charles, o mesmo de “Borat”, de 2006.
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